Teoria da Cura
Embora esta seja uma plataforma autoguiada, você está se curando em comunidade com outras pessoas sobreviventes. Convidamos você a dizer sim à sua própria jornada e a caminhar em comunidade, acompanhando e apoiando quem também está passando por essa experiência.
A distância física não limita nossa possibilidade de construir comunidade. Acreditamos que a empatia é a capacidade de compreender e compartilhar os sentimentos da outra pessoa. É um ato de compaixão e a forma como fortalecemos nossos vínculos e sustentamos essa comunidade.

Crescimento Pós-Traumático:
O crescimento pós-traumático é definido como os ganhos psicológicos positivos que uma pessoa obtém ao enfrentar intencionalmente circunstâncias de vida desafiadoras. O crescimento pós-traumático se manifesta como:
- A capacidade de reconhecer que você pode escolher como se curar e como definir sua própria história
- Maior capacidade de cuidar de si
- A capacidade de encontrar propósito
- A capacidade de acessar um estado de calma no próprio corpo
- A capacidade de estabelecer conexões saudáveis e significativas com outras pessoas
Abordagens
As práticas são divididas em três abordagens
Com base em boas práticas para o cuidado e a recuperação de traumas complexos, acreditamos que todas as pessoas sobreviventes de violência sexual podem se beneficiar dessas três abordagens, independentemente de possuírem ou não um diagnóstico formal.
Nenhuma dessas abordagens, por si só, é suficiente para promover uma transformação completa. Juntas, elas se complementam e atuam de forma integrada para apoiar diferentes aspectos da sua jornada de cura. Convidamos você a experimentá-las como ferramentas que podem fortalecer esse processo.
As práticas encontradas nas seções Mente, Corpo e Integrativa
As práticas encontradas nas seções Mente, Corpo e Integrativa
As práticas foram desenvolvidas para oferecer às pessoas sobreviventes escolha e autonomia sobre como desejam conduzir sua própria jornada de cura.
Entendemos que a violência, muitas vezes, retira das pessoas a possibilidade de escolha e o senso de autonomia; por isso, a Jornada de Cura de Sobreviventes da ‘me too.’ busca contribuir para a reconstrução dessas dimensões.
As pessoas sobreviventes são convidadas a explorar e participar das práticas no seu próprio ritmo. Você pode se aprofundar nas atividades com as quais mais se identificar ou experimentar diferentes caminhos ao longo da jornada.
As práticas estão organizadas em atividades de 5 minutos, 15 minutos e 25+ minutos, permitindo que cada pessoa avance no seu próprio tempo.
As atividades podem ser salvas para que você possa fazer futuro, repetir quantas vezes desejar e adicionar à sua lista pessoal de conquistas e passos de cura.
Nossa Teoria da Cura
A me too. International acredita que a cura é uma ação. Ela não se refere a um ponto de chegada, mas sim a um processo contínuo de enraizamento e reconexão com o próprio corpo, com o senso de identidade e poder, com as relações com outras pessoas e com o próprio passado e futuro. Assim, a cura é intencional, iterativa e intergeracional. Nossa teoria da cura coloca no centro o crescimento, o pós-trauma e a escolha de se curar.
A cura é uma escolha. Essa escolha é ativada quando dizemos sim a nós mesmas(os). A cura está acontecendo neste exato momento. O fato de você estar aqui. De estar conosco. Para as sobreviventes, a cura é a maneira pela qual nos damos permissão para recomeçar. Para algumas sobreviventes, a cura já está acontecendo. Você escolheu dar passos intencionais em direção à cura, de forma consciente e deliberada.
Para outras pessoas, a escolha pela cura tem sido mais difícil de alcançar porque o “o quê” e o “como” da cura ainda não estão claros. Nossa cura começa em nós, mas não termina aí. As sobreviventes se curam de forma mais efetiva com outras pessoas. Quando priorizamos nossas necessidades e nossa cura, criamos espaço para estar presentes e curar em comunidade. As sobreviventes sobrevivem umas com as outras, não sozinhas.
A empatia é o veículo que permite às sobreviventes curarem-se em comunidade. Começando pela empatia consigo mesma e com a própria história, a empatia pode então ser oferecida a outras sobreviventes. A jornada pessoal de cura é um presente para si mesma, que exige coragem e comunidade. A empatia atua como um meio de nos conectar às histórias, sentimentos e experiências de outras sobreviventes.
A empatia é a ferramenta que fortalece e lembra às sobreviventes que elas não estão sozinhas nessa jornada de cura. É a capacidade de nos vermos na outra pessoa. É o convite para compartilhar quem somos com alguém que conhece e compreende nossa história. Nós sobrevivemos com você, e não separadas de você.
Escolhemos a cura para reivindicar nosso poder — individual e coletivamente — e como um ato de resistência à violência de Estado e ao patriarcado. O marco conceitual da me too. International defende que indivíduos corajosos constroem comunidades corajosas. Aplicamos essa mesma compreensão à cura: pessoas curadas constroem comunidades curadas.
Comunidades curadas estão mais bem posicionadas para resistir e promover as mudanças radicais necessárias para acabar com a violência sexual. Há poder em nossa cura individual, e esse poder pode ser catalisado para impulsionar a cura coletiva. Independentemente de você se identificar ou não como uma sobrevivente, há um lugar para você aqui, como alguém que foi impactada pela violência sexual.
A me too. International acredita que a cura é uma ação. Ela não se refere a um ponto de chegada, mas sim a um processo contínuo de enraizamento e reconexão com o próprio corpo, com o senso de identidade e poder, com as relações com outras pessoas e com o próprio passado e futuro. Assim, a cura é intencional, iterativa e intergeracional. Nossa teoria da cura coloca no centro o crescimento, o pós-trauma e a escolha de se curar.
A cura é uma escolha. Essa escolha é ativada quando dizemos sim a nós mesmas(os). A cura está acontecendo neste exato momento. O fato de você estar aqui. De estar conosco. Para as sobreviventes, a cura é a maneira pela qual nos damos permissão para recomeçar. Para algumas sobreviventes, a cura já está acontecendo. Você escolheu dar passos intencionais em direção à cura, de forma consciente e deliberada.
Para outras pessoas, a escolha pela cura tem sido mais difícil de alcançar porque o “o quê” e o “como” da cura ainda não estão claros. Nossa cura começa em nós, mas não termina aí. As sobreviventes se curam de forma mais efetiva com outras pessoas. Quando priorizamos nossas necessidades e nossa cura, criamos espaço para estar presentes e curar em comunidade. As sobreviventes sobrevivem umas com as outras, não sozinhas.
A empatia é o veículo que permite às sobreviventes curarem-se em comunidade. Começando pela empatia consigo mesma e com a própria história, a empatia pode então ser oferecida a outras sobreviventes. A jornada pessoal de cura é um presente para si mesma, que exige coragem e comunidade. A empatia atua como um meio de nos conectar às histórias, sentimentos e experiências de outras sobreviventes.
A empatia é a ferramenta que fortalece e lembra às sobreviventes que elas não estão sozinhas nessa jornada de cura. É a capacidade de nos vermos na outra pessoa. É o convite para compartilhar quem somos com alguém que conhece e compreende nossa história. Nós sobrevivemos com você, e não separadas de você.
Escolhemos a cura para reivindicar nosso poder — individual e coletivamente — e como um ato de resistência à violência de Estado e ao patriarcado. O marco conceitual da me too. International defende que indivíduos corajosos constroem comunidades corajosas. Aplicamos essa mesma compreensão à cura: pessoas curadas constroem comunidades curadas.
Comunidades curadas estão mais bem posicionadas para resistir e promover as mudanças radicais necessárias para acabar com a violência sexual. Há poder em nossa cura individual, e esse poder pode ser catalisado para impulsionar a cura coletiva. Independentemente de você se identificar ou não como uma sobrevivente, há um lugar para você aqui, como alguém que foi impactada pela violência sexual.


