Proposta de Escrita Reflexiva sobre Culpa e Vergonha

Proposta de Escrita Reflexiva sobre Culpa e Vergonha

A intenção desta atividade é…

A intenção desta atividade é…

explorar seus sentimentos de culpa e/ou vergonha. Esta atividade é um convite para dar voz a emoções ou experiências que muitas vezes permanecem ocultas (das outras pessoas e de nós). Esta prática é interessante para quem deseja compreender o que podemos aprender sobre nós a partir de sentimentos de culpa e vergonha.

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Como se preparar

Como se preparar

Antes de começar…

Reúna os materiais que você irá utilizar na atividade:
– Caderno
– Materiais de escrita
– Água

Escolha um local onde você se sinta confortável para se expressar.

Cuide das distrações da melhor forma possível:

– Reflita sobre o que costuma tirar sua atenção e tente reduzir essas distrações durante esse momento. Considere desligar notificações e lembretes dos seus dispositivos, avisar outras pessoas sobre o tempo que você precisará para essa prática, fechar a porta, entre outras possibilidades.

Lembramos que, se algo chamar sua atenção, seja um som externo ou um pensamento, convidamos você a retornar ao momento presente, mantendo a consciência de si e a continuidade da prática.

Atividade

Atividade

Quando você se sentir à vontade para começar…

Traga sua atenção para o presente

– Faça algumas respirações profundas, inspirando e expirando.
– Lembre-se de que tudo o que surgir neste momento merece ser acolhido.
– Perceba e reconheça seu estado atual: como você está se sentindo? Quais emoções ou sensações estão presentes agora?

Vamos começar

Nesta atividade, nós te convidamos a escrever uma carta em diálogo com uma parte de você que sente culpa ou vergonha.

Antes de começar a escrever, você pode reservar alguns minutos para refletir sobre qual experiência você deseja refletir. Pode ser um momento recente ou alguma experiência de culpa ou vergonha que tenha ocorrido no passado.

Observe se você já está pronta/o para começar a escrever a carta ou se precisa de mais tempo para compreender melhor a situação que deseja explorar.

Descrever como sua culpa ou vergonha se apresentam e como se manifestam pode te ajudar. Você pode refletir sobre as perguntas abaixo, escrevendo suas respostas ou falando em voz alta, para si ou em uma gravação de voz:

– Que nome você daria à sua culpa ou vergonha?
– Qual seria a idade dessa culpa ou vergonha?
– Como ela se parece?
– Como ela se veste?
– Ela lembra alguém da sua vida? Ou lembra você em algum momento da sua vida?
– Por que você acredita que essa parte sente culpa ou vergonha?
– Existe um evento específico que gerou esse sentimento?

Depois de refletir sobre algumas dessas questões, comece a escrever sua carta.

Você pode escolher entre duas formas de conduzir essa escrita:

– Escrever para sua culpa ou vergonha, a partir da sua própria perspectiva.
– Escrever para você a partir da perspectiva da sua culpa ou vergonha.

Você pode iniciar a carta com:

“Querida culpa/vergonha…”
ou
“Querida/o [seu nome]…”

Quando sentir que a carta está completa:

– Assine a carta, seja como você ou como sua culpa ou vergonha.
– Faça algumas respirações profundas.
– Observe seu corpo e como você está se sentindo.

Pergunte a você:

– O que mudou desde o início desta atividade?
– O que ainda permanece?

Momento de Reconexão

Momento de Reconexão

Você pode decidir o que fazer com a carta. Algumas possibilidades:
– Guardar em um envelope ou diário para ler no futuro.
– Rasgar ou queimar.
– Levar até o mar ou um rio e deixá-la ir.
– Descartá-la de outra forma que faça sentido para você.

Dependendo do que você sentiu durante essa atividade, você pode querer compartilhar essa carta com alguém da sua confiança.

Um convite para trazer esta prática para o seu dia a dia

Trabalhar com a culpa e a vergonha é um processo de empoderamento.

O objetivo não é deixar de sentir essas emoções, uma vez que reconhecemos que elas podem ter um papel importante nas nossas relações, mas sim evitar que estejam associadas a experiências ou comportamentos que nos fazem nos sentir menosprezadas/os e com medo.

Incorporar o hábito de dialogar com suas emoções ou utilizar esse tipo de escrita para compreender mais profundamente a origem e a razão de sentimentos como culpa, vergonha, raiva, arrependimento ou frustração pode ser positivo.

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